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    <title>Poesias Pe. Alfredo Jos&#233; Gon&#231;alves</title>
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    <pubDate>Wed, 08 Jan 2025 02:57:15 +0000</pubDate>
    <itunes:keywords>Religion &amp; Spirituality,Christianity</itunes:keywords>
    <copyright>Copyright 2025 Alfredo Jos&#195;&#169;  Gon&#195;&#167;alves</copyright>
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      <itunes:name>Alfredo Jos&#195;&#169;  Gon&#195;&#167;alves</itunes:name>
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      <title>Migrantes - Diferentes e Iguais - Volume I</title>
      <description>
        <![CDATA[De onde vens, para onde vais?


-De onde vens, para onde vais?
-Venho de todo lugar, não tenho nome,
Sei o que é dor e fome.
Busco terra, casa e comida,
A Vida!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho de todo lugar, não tenho nome,
Sei o que é dor e fome.
Busco terra, casa e comida,
A Vida!

-De onde vens, para onde vai?
-Venho do hemisfério sul,
Terceiro mundo do planeta.
Meu sonho é melhorar, vencer,
Viver!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da crise e do desemprego,
Ambos filhos do neoliberalismo.
Luto por veredas, um atalho,
Trabalho!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho dos porões da clandestinidade,
Esquecidos e escuros, imundos e fétidos.
Procuro dignidade e paz, a luz do dia,
Cidadania!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da seca e do abandono
Conheço saudade e desespero.
Busco gestos de amizade,
Solidariedade!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho de fora e de longe,
Sou negro, amarelo, branco.
Que culpa tenho de ser diferente?
Sou gente!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da discriminação, do preconceito.
Sei de muros, medos, leis, solidão .
Quero um mundo sem fronteiras,
Nem bandeiras!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da resistência e teimosia.
Valente e intrépido na travessia.
Da luta faço rima e até sátira,
Na construção da Grande Pátria!

Alfredo  J. Gonçalves

]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 03 Jan 2007 17:13:53 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>De onde vens, para onde vais?


-De onde vens, para onde vais?
-Venho de todo lugar, n&#227;o tenho nome,
Sei o que &#233; dor e fome.
Busco terra, casa e comida,
A Vida!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho de todo lugar, n&#227;o tenho nome,
Sei o que &#233; dor e fome.
Busco terra, casa e comida,
A Vida!

-De onde vens, para onde vai?
-Venho do hemisf&#233;rio sul,
Terceiro mundo do planeta.
Meu sonho &#233; melhorar, vencer,
Viver!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da crise e do desemprego,
Ambos filhos do neoliberalismo.
Luto por veredas, um atalho,
Trabalho!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho dos por&#245;es da clandestinidade,
Esquecidos e escuros, imundos e f&#233;tidos.
Procuro dignidade e paz, a luz do dia,
Cidadania!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da seca e do abandono
Conhe&#231;o saudade e desespero.
Busco gestos de amizade,
Solidariedade!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho de fora e de longe,
Sou negro, amarelo, branco.
Que culpa tenho de ser diferente?
Sou gente!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da discrimina&#231;&#227;o, do preconceito.
Sei de muros, medos, leis, solid&#227;o .
Quero um mundo sem fronteiras,
Nem bandeiras!

-De onde vens, para onde vais?
-Venho da resist&#234;ncia e teimosia.
Valente e intr&#233;pido na travessia.
Da luta fa&#231;o rima e at&#233; s&#225;tira,
Na constru&#231;&#227;o da Grande P&#225;tria!

Alfredo  J. Gon&#231;alves

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      <itunes:subtitle>De onde vens, para onde vais?


-De onde vens, para onde vais?
-Venho de todo lugar, n&#227;o tenh...</itunes:subtitle>
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      <title>Migrantes - Diferentes e Iguais - Volume I</title>
      <description>
        <![CDATA[Bem aventuranças do migrante


Bem aventurados os que se põem em movimento
Transformando êxodo e fuga em energia para nova busca
Porque de vítimas se converterão em protagonistas da história.

Bem aventurados os que, forçados ao vaivém sem rumo
Com sabedoria aprendem e ensinam as lições do caminho
Porque haverão de ser arquitetos de um novo tempo.

Bem aventurados os que sofrem dor, saudade e solidão
Mas sabem fazer de cada chegada uma nova partida
Porque colocam em ação a fé, a esperança e a vida.

Bem aventurados os que rompem fronteiras
Porque na diferença de hino, bandeira, raça e credo
Sem discriminação fazem do mundo a casa de todos.

Bem aventurados os caminheiros de todas as estradas
Porque com lágrimas, suor e trabalho de suas mãos
Preparam um amanhã recriado pela justiça e o direito.

Bem aventurados os que abrem a porta aos peregrinos
Fazendo da solidariedade o passaporte da pátria universal
Porque estão construindo uma nova cidadania.

Bem aventurados os que promovem encontros e reencontros
Porque ao semear a paz haverão de colher flores e estrelas
No arco-íris de um novo céu e de uma nova terra.

Bem aventurados os excluídos, sem vez e sem voz
Porque serão os primeiros convidados ao grande banquete
Onde não faltará o pão em todas as mesas.


Junho de 1999

]]>
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      <pubDate>Wed, 03 Jan 2007 17:11:55 +0000</pubDate>
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      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <itunes:summary>Bem aventuran&#231;as do migrante


Bem aventurados os que se p&#245;em em movimento
Transformando &#234;xodo e fuga em energia para nova busca
Porque de v&#237;timas se converter&#227;o em protagonistas da hist&#243;ria.

Bem aventurados os que, for&#231;ados ao vaiv&#233;m sem rumo
Com sabedoria aprendem e ensinam as li&#231;&#245;es do caminho
Porque haver&#227;o de ser arquitetos de um novo tempo.

Bem aventurados os que sofrem dor, saudade e solid&#227;o
Mas sabem fazer de cada chegada uma nova partida
Porque colocam em a&#231;&#227;o a f&#233;, a esperan&#231;a e a vida.

Bem aventurados os que rompem fronteiras
Porque na diferen&#231;a de hino, bandeira, ra&#231;a e credo
Sem discrimina&#231;&#227;o fazem do mundo a casa de todos.

Bem aventurados os caminheiros de todas as estradas
Porque com l&#225;grimas, suor e trabalho de suas m&#227;os
Preparam um amanh&#227; recriado pela justi&#231;a e o direito.

Bem aventurados os que abrem a porta aos peregrinos
Fazendo da solidariedade o passaporte da p&#225;tria universal
Porque est&#227;o construindo uma nova cidadania.

Bem aventurados os que promovem encontros e reencontros
Porque ao semear a paz haver&#227;o de colher flores e estrelas
No arco-&#237;ris de um novo c&#233;u e de uma nova terra.

Bem aventurados os exclu&#237;dos, sem vez e sem voz
Porque ser&#227;o os primeiros convidados ao grande banquete
Onde n&#227;o faltar&#225; o p&#227;o em todas as mesas.


Junho de 1999

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      <itunes:subtitle>Bem aventuran&#231;as do migrante


Bem aventurados os que se p&#245;em em movimento
Transformando &#234;xod...</itunes:subtitle>
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      <title>Migrantes - Diferentes e Iguais - Volume I</title>
      <description>
        <![CDATA[Abra a porta

São pés aos milhares,
pisando firmes a estrada,
país da dores e esperanças
de minha gente cansada.

São olhos aos pares,
fixos em algum horizonte,
jovens irmãos forjando
um amanhã diferente. 

São mãos de muitos calos,
porém de ternura e carinho;
mãos de todo um povo
que da história abre caminho.

Corpos famintos, almas sedentas
em busca de pão e algo mais;
famílias inteiras ao relento;
na cidade e no campo, quantos ais.

Abra a porta meu irmão,
há alguém do lado de fora;
solidário estenda a mão,
abra a porta sem demora.

Abra também o coração,
rompa muros e preconceitos;
o amor supera toda lei,
eis o novo e o maior preceito.

Todo homem tem direitos:
-terra, trabalho, vida, -
toda família quer casa,
pra verdadeira cidadania.


São Paulo, 22 de dezembro de 1993

]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 03 Jan 2007 17:08:10 +0000</pubDate>
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      <dc:creator>Alfredo Jos&#195;&#169;  Gon&#195;&#167;alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Abra a porta

S&#227;o p&#233;s aos milhares,
pisando firmes a estrada,
pa&#237;s da dores e esperan&#231;as
de minha gente cansada.

S&#227;o olhos aos pares,
fixos em algum horizonte,
jovens irm&#227;os forjando
um amanh&#227; diferente. 

S&#227;o m&#227;os de muitos calos,
por&#233;m de ternura e carinho;
m&#227;os de todo um povo
que da hist&#243;ria abre caminho.

Corpos famintos, almas sedentas
em busca de p&#227;o e algo mais;
fam&#237;lias inteiras ao relento;
na cidade e no campo, quantos ais.

Abra a porta meu irm&#227;o,
h&#225; algu&#233;m do lado de fora;
solid&#225;rio estenda a m&#227;o,
abra a porta sem demora.

Abra tamb&#233;m o cora&#231;&#227;o,
rompa muros e preconceitos;
o amor supera toda lei,
eis o novo e o maior preceito.

Todo homem tem direitos:
-terra, trabalho, vida, -
toda fam&#237;lia quer casa,
pra verdadeira cidadania.


S&#227;o Paulo, 22 de dezembro de 1993

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      <itunes:subtitle>Abra a porta

S&#227;o p&#233;s aos milhares,
pisando firmes a estrada,
pa&#237;s da dores e esperan&#231;as
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      <title>Migrantes - Diferentes e Iguais - Volume I</title>
      <description>
        <![CDATA[A Caminho

Não gosto dos que já chegaram
- diz Deus -
nem dos que têm medo de partir.
Gosto dos que estão a caminho;
que tropeçam, caem, levantam,
mas não abandonam a travessia.

Não gosto dos que encontraram a verdade
- diz Deus -
nem dos que desistem de encontrá-la. 
Gosto dos que a procuram com teimosia;
entre erros e trevas, medos e frustrações;
seguem palmo a palmo em sua busca.

Não gosto dos que vivem perturbados
- diz Deus -
nem dos que jamais se deixam perturbar.
Gosto dos que, apesar de tudo,
encontram momentos de paz,
pequenos poços à beira da estrada.

Não gosto dos que tudo sabem
- diz Deus -
nem dos que nada procuram saber.
Gosto dos que se dispõem a aprender;
em meio a dúvidas e interrogações,
abrem novas picadas na mata cerrada.

Não gosto dos que tudo possuem
- diz Deus -
nem dos que tudo põem a perder.
Gosto dos que lutam pela vida;
dia a dia, com vigor e dignidade,
conquistam espaços e direitos novos.

Não gosto dos que tudo podem
- diz Deus -
nem dos que se isentam de compromisso.
Gosto dos que entram no grande mutirão;
passo a passo, tijolo a tijolo,
reconstroem para todos a Cidadania.


São Paulo, 18 de novembro de 1997

]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 03 Jan 2007 16:14:04 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Alfredo Jos&#195;&#169;  Gon&#195;&#167;alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>A Caminho

N&#227;o gosto dos que j&#225; chegaram
- diz Deus -
nem dos que t&#234;m medo de partir.
Gosto dos que est&#227;o a caminho;
que trope&#231;am, caem, levantam,
mas n&#227;o abandonam a travessia.

N&#227;o gosto dos que encontraram a verdade
- diz Deus -
nem dos que desistem de encontr&#225;-la. 
Gosto dos que a procuram com teimosia;
entre erros e trevas, medos e frustra&#231;&#245;es;
seguem palmo a palmo em sua busca.

N&#227;o gosto dos que vivem perturbados
- diz Deus -
nem dos que jamais se deixam perturbar.
Gosto dos que, apesar de tudo,
encontram momentos de paz,
pequenos po&#231;os &#224; beira da estrada.

N&#227;o gosto dos que tudo sabem
- diz Deus -
nem dos que nada procuram saber.
Gosto dos que se disp&#245;em a aprender;
em meio a d&#250;vidas e interroga&#231;&#245;es,
abrem novas picadas na mata cerrada.

N&#227;o gosto dos que tudo possuem
- diz Deus -
nem dos que tudo p&#245;em a perder.
Gosto dos que lutam pela vida;
dia a dia, com vigor e dignidade,
conquistam espa&#231;os e direitos novos.

N&#227;o gosto dos que tudo podem
- diz Deus -
nem dos que se isentam de compromisso.
Gosto dos que entram no grande mutir&#227;o;
passo a passo, tijolo a tijolo,
reconstroem para todos a Cidadania.


S&#227;o Paulo, 18 de novembro de 1997

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      <itunes:subtitle>A Caminho

N&#227;o gosto dos que j&#225; chegaram
- diz Deus -
nem dos que t&#234;m medo de partir.
Gosto ...</itunes:subtitle>
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